domingo, março 25, 2007

THINK ABOUT THE FUTURE

I had a dream, which was not all a dream.
The bright sun was extinguish'd, and the stars
Did wander darkling in the eternal space,
Rayless, and pathless, and the icy earth
Swung blind and blackening in the moonless air;
Morn came and went -and came, and brought no day...
G. G. Byron


De vez em quando sonho com o futuro. Disseram-me que poderiam ser visões. Não dá para ter certeza, com o aumento de temperatura ocasionado pelo desequilíbrio climático que se tornou mais intenso desde o ano de 2531, coisas estranhas têm acontecido por aqui. The Rider – agora Antônio cismou que quer ter codinome – veio me dizer, na sexta-feira passada, que não é bom que se fale muito a respeito, pois os casos de esquizofrenia tem aumentado consideravelmente. A minha opinião é que ele passa muito tempo na câmara de testes nucleares e isso afetou seu senso de relatividade. Ainda temos algumas fontes de informação mais ou menos seguras, embora os bancos de Memória tenham sido afetados por um vírus chamado Vênus, e as fontes primárias, após digitalizadas e armazenadas em Sistemas de Gerenciamento de Informação, foram destruídas para sobrar mais espaço. Espaço para quê?, nos perguntamos hoje. A resposta é mais simples do que possa parecer: para ter onde enterrar os mortos – não, ainda não descobrimos a fonte da vida eterna e também não adotamos o costume dos indianos de queimar mortos e espalhar as cinzas por aí. No mais, Metropolis aguarda a Resolução NK 8.315, que visa amenizar a situação das cidades, entretanto, o Projeto, a princípio, só atenderá as cidades de três ou mais camadas. Há rumores de que a Resolução será liberada em agosto.