THINK ABOUT THE FUTURE
I had a dream, which was not all a dream.
The bright sun was extinguish'd, and the stars
Did wander darkling in the eternal space,
Rayless, and pathless, and the icy earth
Swung blind and blackening in the moonless air;
Morn came and went -and came, and brought no day...
G. G. Byron
De vez em quando sonho com o futuro. Disseram-me que poderiam ser visões. Não dá para ter certeza, com o aumento de temperatura ocasionado pelo desequilíbrio climático que se tornou mais intenso desde o ano de 2531, coisas estranhas têm acontecido por aqui. The Rider – agora Antônio cismou que quer ter codinome – veio me dizer, na sexta-feira passada, que não é bom que se fale muito a respeito, pois os casos de esquizofrenia tem aumentado consideravelmente. A minha opinião é que ele passa muito tempo na câmara de testes nucleares e isso afetou seu senso de relatividade. Ainda temos algumas fontes de informação mais ou menos seguras, embora os bancos de Memória tenham sido afetados por um vírus chamado Vênus, e as fontes primárias, após digitalizadas e armazenadas em Sistemas de Gerenciamento de Informação, foram destruídas para sobrar mais espaço. Espaço para quê?, nos perguntamos hoje. A resposta é mais simples do que possa parecer: para ter onde enterrar os mortos – não, ainda não descobrimos a fonte da vida eterna e também não adotamos o costume dos indianos de queimar mortos e espalhar as cinzas por aí. No mais, Metropolis aguarda a Resolução NK 8.315, que visa amenizar a situação das cidades, entretanto, o Projeto, a princípio, só atenderá as cidades de três ou mais camadas. Há rumores de que a Resolução será liberada em agosto.
The bright sun was extinguish'd, and the stars
Did wander darkling in the eternal space,
Rayless, and pathless, and the icy earth
Swung blind and blackening in the moonless air;
Morn came and went -and came, and brought no day...
G. G. Byron
De vez em quando sonho com o futuro. Disseram-me que poderiam ser visões. Não dá para ter certeza, com o aumento de temperatura ocasionado pelo desequilíbrio climático que se tornou mais intenso desde o ano de 2531, coisas estranhas têm acontecido por aqui. The Rider – agora Antônio cismou que quer ter codinome – veio me dizer, na sexta-feira passada, que não é bom que se fale muito a respeito, pois os casos de esquizofrenia tem aumentado consideravelmente. A minha opinião é que ele passa muito tempo na câmara de testes nucleares e isso afetou seu senso de relatividade. Ainda temos algumas fontes de informação mais ou menos seguras, embora os bancos de Memória tenham sido afetados por um vírus chamado Vênus, e as fontes primárias, após digitalizadas e armazenadas em Sistemas de Gerenciamento de Informação, foram destruídas para sobrar mais espaço. Espaço para quê?, nos perguntamos hoje. A resposta é mais simples do que possa parecer: para ter onde enterrar os mortos – não, ainda não descobrimos a fonte da vida eterna e também não adotamos o costume dos indianos de queimar mortos e espalhar as cinzas por aí. No mais, Metropolis aguarda a Resolução NK 8.315, que visa amenizar a situação das cidades, entretanto, o Projeto, a princípio, só atenderá as cidades de três ou mais camadas. Há rumores de que a Resolução será liberada em agosto.
